quinta-feira, 19 de julho de 2012

Fim das férias

Conversando com um amigo e lendo publicações em seu blog, me deu uma vontade louca de voltar a escrever e surgiu dele a ideia de fazer um "blog da vestibulanda". Pensei realmente em criar um novo, e deixar esse de lado, mas acho que cada texto publicado aqui tem um real significado de cada parte da minha vida, da minha história, com isso, resolvi continuar com o blog e talvez em alguns textos mudar a forma como eu escrevo, ou além de narrar histórias criadas, poder falar mais do meu dia a dia. Meus textos sempre foram dos mais formais, tentando usar todas as regras da redação, afinal, até pouco tempo atrás, eu vivia na loucura do vestibular, depois de ter passado por um terceirão bem tumultuado, não passei no tão temido vestibular da UFSC e me deparei com a situação de que tudo aquilo que eu tinha certeza, tinha se tornado uma incerteza que passou a me perturbar. Pensei em mil coisas para fazer e demorei muito para chegar a uma conclusão, para falar bem a verdade, nem sei se o que eu "decidi" agora, é o que eu realmente quero, mas a vida é feita de escolhas, de erros, não me custa tentar.. Ainda estou de "férias", os seis meses que me dei de presente para não fazer nada e pensar no que eu queria estão chegando ao fim, as vezes, acho que errei em ter ficado tanto tempo parada, sem os estudos, e em outros momentos, acho que era o tempo que eu realmente precisava. Daqui a alguns dias, volto para minha rotina de leituras, de convívio com pessoas que tem um mesmo interesse que eu, uma rotina de cobranças e de sacrifícios, mas que no futuro com certeza valerá a pena. Sacrifícios, ficar sem dançar durante 6 meses não será tarefa fácil, mesmo tendo certeza de que não quero viver da dança, é algo que eu amo fazer e faço o possível para sempre estar fazendo melhor. Espero que durante esse tempo estudando eu consiga me dedicar aos estudos, tanto quanto eu me dedico com os passinhos de dança.
Ando vivendo em uma rotina de aulas de dança, ensaios, bailes.. Semana que vem começa o Baila Costão, um evento grande de dança em Florianópolis que eu tenho muita vontade de participar. Faço parte de um grupo que irá estrear sua primeira coreografia neste evento, sinceramente? Não sei se estamos preparados, mas infelizmente quando se faz parte de um grupo, não podemos tomar decisões sozinhos. 
Ultimamente ando me envolvendo com pessoas mais perturbadas do que eu, difícil acreditar, mas ando vivendo tentando descobrir o que se passa na cabeça dos seres humanos, tarefa nada fácil.. As vezes da vontade de pegar o telefone, ligar, e perguntar: "Velho, qual a tua? Tens algum problema?" Mas as coisas não funcionam dessa forma, não podemos ser verdadeiros com quem não sabe ser. Pior quando deito a cabeça no travesseiro e lembro que hoje eu não sei mais o real significado da palavra amor, ou eu nunca soube e achava que sabia, quando a gente se decepciona com pessoas que nos viram nascer e diziam nos amar incondicionalmente, fica realmente difícil entender que o "amor" realmente exista...
Nossa, escrevi tantas coisas, e tantas coisas diferentes, aleatórias, meio "sem noção", mas ninguém faz ideia de como estou me sentindo colocando tudo isso em palavras escritas, podendo colocar minhas ideias "no papel".. 
Terminando esse texto em lágrimas, acho que já posso ficar por aqui, quem sabe eu volte em breve para dividir mais momentos loucos da minha vida mais louca ainda.. haahh
Beijocas

sábado, 25 de fevereiro de 2012

As lembranças vem junto com aqueles sentimentos que ficam guardadinhos dentro de nós.. 
Texto que fiz a dois anos atrás para ler na missa de sétimo dia do meu avô.. Encontrei e achei legal compartilhar..
"Falar da perda de alguém que é tão importante em nossas vidas, não é uma tarefa fácil. Ademar Vieira foi filho, pai, avô,sogro, irmão, amigo, lutou pelos seus princípios, com honestidade e respeito ao próximo, com fé em Deus. Veio a terra, com uma missão, e há cumpriu. Depois que cumprimos nossa missão não temos mais porque continuarmos aqui, e tenho certeza, que meu avó cumpriu a dele. Foi uma pessoa excepcional, criou uma família, educou seus filhos, teve amigos, e soube cultiva-los. Sempre ajudando as pessoas, com aquele jeito sério, de falar pouco. Mas quando alguém precisava, não era necessário nem pedir, que ele já estava disposto para ajudar.. É difícil nos conformarmos com sua ausencia. Não tenhamos duvidas de que ele irá nos deixar saudades, como já está deixando. Agora é o momento que dói, mas logo virá a saudade, e cada vez que lembrarmos dele, pode ser que escorra uma lágrima. Ele jamais iria querer nos ver chorando. Tenho certeza que meu avó quer as pessoas sorrindo ao lembrar dele. E devemos lembrar com alegria o quanto ele foi ,e é importante em nossas vidas!
Vô, esteja com Deus, e com aqueles que ja partiram antes de voce, e que fizeram parte da sua vida.
Um dia estaremos todos reunidos pela eternidade.
Ate breve.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Amor

      Nossa, que abraço bom, o cheiro do perfume, a suavidade das mãos em minhas costas, o carinho discreto com as pontas dos dedos, alguns fios de cabelo deixados na minha roupa. Nossa, que abraço bom.
      O abraço dado com carinho, respeito, admiração. Abraço de consolo nas horas difíceis e de alegria, comemoração nas horas boas. O abraço que expressava todos os sentimentos, aquele que nunca poderia faltar. Que fazia as reconciliações e voltava a nos trazer a paz, que tranqüilizava e fazia com que meu sono fosse mais leve, aquele que nas noites frias servia para diminuir o frio e já transparecia a preocupação e o querer bem. O abraço que dinheiro nenhum compra, que ninguém além dela sabe dar igual, o abraço que me acolheu a vida toda, me fez sentir amado, o abraço que me ensinou a amar e a perceber o quanto isso é importante. O abraço que após sessenta anos da minha vida eu não posso mais dar, pois ele amenizava a dor mas ainda não havia o poder da cura.
     Hoje, no dia do enterro do meu amor, recebo abraços sinceros na tentativa de amenizarem o que estou sentindo, mas, nada nesse momento é capaz disto. Sei que vai passar, a vida é assim. Por um instante senti sua presença, e o calor do nosso abraço, logo passou e sorri pois foi como se ao menos eu tivesse tido a chance de me despedir.
    E aqueles de uma geração mais nova no qual tanto me preocupo e quero bem digo: abracem, apaixonem-se, sem se importar com o tom da pele, o peso, a conta bancária. Simplesmente vivam e dêem valor as pequenas coisas da vida, que com certeza vocês serão feliz e saberão o real significado da palavra amor. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Uma vida diferente

       "É hora de acordar, são seis horas e zero minutos", meu celular teima em avisar; nesse momento, ao tocar o despertador recomeça o meu desespero; despertar, dor, início da minha dor, embaixo dos lençóis fico imaginando a melhor desculpa para não ir a aula, porém, nem sempre minhas cólicas, dores de cabeça são convincentes.
       Me apego em meus livros e à minha solidão para não mais sofrer pela falta de amigos. Olho todas aquelas meninas bonitas e sinto inveja, culpo a Deus por não ter me feito daquela forma, sinto coisas que não sei explicar. Na escola, na hora do intervalo me tranco ao banheiro, olhando pela fechadura a melhor hora de ir comprar meu lanche, o momento em que o pátio já não esteja mais tão cheio para poder sair daquele local com quatro paredes, uma privada e um mísero buraco onde posso enxergar algo que não me pertence: sorrisos, carinho, longas conversas.
      Chego em casa todos os dias com hematomas, minha técnica de prender-me ao banheiro me ajuda no intervalo, mas na hora da saída não tenho escapatória, sou a aluna feia e "CDF", como não sofrer agressões? Faço mal a vista de quem me vê passar e minhas notas causam inveja. Diariamente sou agredida, não só verbalmente como também fisicamente, um grupo de alunos sente prazer em me ver mal e eles conseguem de uma forma ou de outra, me fazem sentir um lixo.
      Ao chegar em casa aos prantos sinto vontade de cometer suicídio, desaparecer. Meus pais não sabem tudo que eu passo, escondo os roxos com maquilagem pois tenho medo que eles tomem alguma providência e me exponham a mais agressões. Os braços quebrados, torções nos pulsos não me doem tanto quanto pensar que apanho por ser inteligente e não tenho amigas pois não me encaixo nos padrões de beleza das meninas. E assim vivo uma vidinha onde os livros são meus amigos e os remédios a tentativa de não desistir de viver.


OBS: Galera, este poste é um tema sugerido pelo meu professor de redação Miguel, onde eu teria que escrever como se fosse a garota que sofria bullying ou o agressor... Como não posto nada a algum tempo, resolvi colocar aqui está redação!!

sábado, 26 de março de 2011

Um ano

Uma rotina na qual eu nunca pensei que iria me acostumar, um hábito que se tornou necessário e de certa forma bom... Escutar críticas ou opiniões sobre o que é certo ou o que é errado em relação ao que eu decido fazer ou não, já não pesa tanto quanto a minha real opinião. Nunca pensei que iria me conscientizar tanto, que teria noção de como meus objetivos são importantes e necessários na minha vida, que iria abrir mão de coisas que eu amo fazer, mas que de acordo com as circunstâncias não são as mais corretas, ou não se adaptam a minha nova rotina.
Aprender química, física, matemática já não parece tão difícil quanto aprender a conviver e a respeitar opiniões de pessoas diferentes, que de certa forma querem o bem mas que talvez não pensem da mesma forma como eu e não sabem o quão importante são certas coisas para mim. Aprender a controlar vontades e pensar no futuro, deixando de lado o medo de que, no final, tudo tenha sido para nada. Mas paro e penso em tudo que estou ganhando com essas escolhas, as oportunidades de me dedicar e mostrar uma Isadora  que muitos não conhecem, a menina determinada que luta para conquistar o que julga como correto e que aprendeu a ver o que é mais importante em determinados momentos, aprendeu a tomar decisões sozinha.
Mas o que tiro de lição de tudo isso é que tudo vale a pena, nada do que a gente faz é besteira, que ao longo desse ano eu ainda aprenderei muita coisa e independente do resultado final, sei que estou fazendo o meu melhor e que nada será em vão.